Inflação em alta e taxas de juro declinantes compõem o cenário para o investidor em renda fixa. A pressão sobre a inflação provém notadamente do reajuste de preços de combustíveis e a tendência de queda dos juros foi confirmada pelo Banco Central, ao definir a Taxa Básica do Banco Central (TBC) de 1,70% em janeiro, inferior à de 1,74% deste mês.
O descompasso entre inflação, em alta, e juros, em queda, é suficiente para achatar a margem de rendimento real das aplicações. Mas existe um fator adicional, o início da cobrança da CPMF, que pode levar ao corte da rentabilidade, principalmente dos CDBs de 30 dias (leia nesta página).
A melhor opção, nesta semana, é continuar tirando proveito da caderneta, cuja remuneração permanece entre as mais elevadas, superior à dos fundos de 30 dias dias. Mas ambos têm em comum o fato de que estarão menos expostos à CPMF. Os fundos de 60 dias são mais rentáveis para quem pode deixar o dinheiro aplicado por prazo mais elástico.
Tal como foi aprovada, a CPMF também levará parte do rendimento das ações. Uma eventual alteração nos critérios de cobrança do imposto sobre o capital estrangeiro, contudo, pode estimular as Bolsas, mais soltas desde o vencimento de opções. Essa possibilidade combinada com a expectativa sobre nova rodada de privatizações sugere as ações como opção na renda variável.
É temerário embarcar na onda de alta, circunstancial, do dólar no câmbio negro. Tradicionalmente, as cotações disparam em dezembro, pela procura de quem tem dinheiro ‘‘frio’’, e despencam na virada do ano.

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