CPMF deve injetar R$ 10 bilhões nas contas correntes
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sexta-feira, 24 de janeiro de 1997
Agência Folha 
BRASÍLIA - O início da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) poderá fazer com que até R$ 10 bilhões sejam transferidos dos fundos de curto prazo, que perderam a atratividade com o novo imposto, para as contas correntes. Essa previsão consta da programação trimestral da política monetária (de controle da moeda), aprovada ontem pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
Devido a essa migração de recursos, o CMN prevê um acréscimo no primeiro semestre de até 54% nos depósitos à vista e dinheiro em poder do público. Ainda há dúvidas sobre os efeitos dessa transferência de dinheiro no ritmo da atividade econômica. Embora haja aumento do volume de dinheiro nas contas correntes, os bancos acreditam que o resultado seja inverso, ou seja, menos recursos para a economia.
É que vai ser maior a parcela de recursos que fica retida no Banco Central. Nos fundos de curto prazo, as instituições devem deixar retido no BC 50% do dinheiro aplicado. Quando esses recursos forem transferidos para as contas correntes, o recolhimento será de 75%.
Os bancos chegaram a pedir para que esse percentual de depósito obrigatório fosse reduzido. O BC vai esperar. Estamos monitorando o comportamento da economia para adotar as medidas, se necessário, disse o diretor de Política Monetária do Banco Central, Francisco Lopes.


