CPI vai ouvir representantes do Café Damasco e de grandes redes
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sexta-feira, 26 de maio de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Supermercados, da Assembléia Legislativa do Paraná, ouve na próxima terça-feira depoimentes de fornecedores paranaenses e funcionários de redes nacionais de supermercados que atuam no Estado. Entre os depoentes estará um representante da empresa Café Damasco.
Segundo outros fornecedores, a Café Damasco teria sido prejudicada por uma das redes pela prática de preços altos. Por não aceitar conceder descontos à rede, o Café Damasco foi colocado à venda para os consumidores por um preço muito maior que o praticado normalmente. Isso fez com que as vendas do produto paranaense caíssem drasticamente, aumentando a participação de marcas de café de outros Estados.
A CPI também recebeu a denúncia de alguns funcionários dessas grandes redes de supermercados de que eles estariam sendo prejudicados, por isso convocamos alguns para prestarem esclarecimentos, disse o presidente da CPI, deputado Geraldo Cartário (PSL). Depois que terminarem os depoimentos de fornecedores e funcionários, os deputados convocarão representantes das quatro grandes redes de supermercados (Grupo Sonae, Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart) para apresentarem as suas versões sobre as denúncias.
A Comissão também requereu dessas empresas as listas de fornecedores de produtos. O objetivo é saber qual a participação das empresas paranaenses nessas listas. Não há prazo para eles nos enviarem, mas com a informatização isso pode ser feito em 15 minutos e a demora só demonstraria má vontade por parte delas.
O relator da CPI, deputado Cesar Silvestri (PTB), vai apresentar junto com o relatório final dos trabalhos, propostas de lei estaduais para regulamentar a atividade de grandes grupos supermercadistas no Estado. Além disso, será encaminhado ao congresso nacional propostas de competência federal e à câmara municipal as de competência da cidade.
Os deputados solicitaram cópias de leis uruguaias e alemãs que controlam a atividade das redes de supermercados, evitando a concorrência desleal com pequenos comerciantes. A CPI também vai analisar as medidas recentes adotadas no Rio Grande do Sul para evitar os problemas criados pela concentração dos supermercados em grandes redes.


