CPI quer revogar a lei de fidelidade dos postos
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terça-feira, 06 de junho de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
Os deputados que integram a CPI dos combustíveis pretendem propor a revogação da legislação estadual que privilegia a fidelidade dos postos de gasolina às suas distribuidoras. Na avaliação do deputado Durval Amaral, presidente da CPI dos Combustíveis, essa legislação só criou privilégios para as grandes empresas, em detrimento dos consumidores.
A decisão foi antecipada ontem, durante mais uma sessão da CPI dos combustíveis, onde foram feitas denúncias graves contra as grandes distribuidoras de combustível. O proprietário do posto Dracena e Lindóia, Ciro Renato Santana, que antes operava com a bandeira da Ipiranga, acusou as cinco grandes distribuidoras (Esso, Shell, Texaco, BR-Distribuidora e Ipiranga) de prática irregular no fornecimento de combustível.
Essa prática consiste no acréscimo de 0,03% da massa do combustível que é colocado nos caminhões-tanque. Segundo ele, há um critério que o combustível tem que ser transferido aos caminhões tanque na temperatura de 22ºC. Ocorre que no pool de distribuição, em Araucária, admistrado pela Esso, mas operado pelas cinco irmãs, a massa é aquecida para 28ºC, o que causa uma expansão. Com isso, os caminhões levam volume abaixo do que está especificado na nota.
Apesar da gravidade da denúncia, Durval Amaral, lembrou que Santana optou pela acusação como método de defesa. Isso porque Ciro Renato Santana é sócio de Caroline Correia de Souza, que por sua vez é filha de Luiz Carlos Manfio de Souza, que foi um dos donos da Resibril, suspeita de vender solvente para adulteração.


