Os deputados da CPI dos Combustíveis entregaram ontem na Promotoria de Investigações Criminais (PIC) um documento que pede o indiciamento de uma série de pessoas e empresas suspeitas de envolvimento com crimes ligados ao setor. O nome delas foi mantido em sigilo a pedido da Promotoria. Os deputados disseram que tomaram a iniciativa para se proteger, pois estariam sendo ameaçados de morte.
O presidente da CPI, Durval Amaral, disse que as ameaças ocorreram durante todo o processo de investigação na Assembléia Legislativa. ‘‘Nas últimas semanas, no entanto, os telefonemas anônimos dizendo que sofreríamos as consequências aumentaram’’, disse. Amaral afirmou ainda que ele próprio recebeu telefonemas de pessoas que prometiam se vingar até mesmo em sua família.
Algumas pessoas que depuseram na CPI, entre eles o empresário Ernani Moreno, chegaram a insinuar que om relator da CPI, Tony Garica, teria envolvimento irregular com o setor de combustíveis. Mas não foram apresentadas provas. ‘‘De forma alguma alguém da CPI pode ser apontado em irregularidade’’, se defendeu Amaral. Tony Garcia foi um dos que esteviveram ontem na PIC.
O dossiê com todas as denúncias envolvendo adulteração de combustíveis, sonegação fiscal e dumping seria entregue apenas no final dos trabalhos da CPI. Mas o processo foi antecipado. Os membros da CPI prometeram ainda encaminhar mais detalhes de cada empresa e pessoa envolvida.
A CPI dos Combustíveis está em sua fase final. A data para a entrega do relatório será no dia 15 de dezembro. Mas um novo pedido de prorrogação não está descartado, segundo Amaral. Tudo dependerá da autorização da mesa executiva da Assembléia.
O promotor Dartagnan Abilhoa, da Promotoria de Investigação Criminal, afirmou que todo o material entregue será analisado para saber se cabe ou não indiciar os envolvidos. O Ministério Público tem acompanhado todo o trabalho da CPI desde sua instalação.

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