A delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas indiciou ontem Joel Teixeira, proprietário da Alco Araucária Distribuidora Ltda, de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul. Teixeira foi quem armazenou o combustível apreendido e emitiu as notas frias para o transporte do solvente, apreendido na divisa entre São Paulo e Paraná, na semana passada. Essas notas referem-se à primeira apreensão ocorrida na 5ª feira. No sábado à tarde foram apreendidas mais seis carretas, provenientes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com destino à São Paulo e Minas.
Para emitir as notas frias, substituindo a identicação de solvente para álcool etílico, Teixeira recebeu R$ 10 mil pagos pelo dono da carga, que seria uma pessoa de São Paulo e é conhecido apenas como ’’ Irineu’’. A policia está investigando seus dados pessoais, endereço e destino da carga, informou o delegado adjunto Jairo Amodio Estorilio, da delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas. Segundo a polícia, ‘‘Irineu’’ teria pago R$ 80.000,00 pelo valor da carga.
Além de Teixeira, foram indiciados também os motoristas dos caminhões apreendidos e o proprietário da Rodocola, José Vitor Brodzinski. A Rodocola é a transportadora de Campo Largo, responsáveis pelo transporte da carga. Agora a polícia quer saber porque a Resibril, fábrica de tintas de Campina Grande do Sul, que também vem sendo alvo de investigação, é proprietária de dois caminhões ‘‘locados’’ à Rodocola.
A CPI dos Combustíveis, na Assembléia Legislativa, ouve hoje depoimentos de cinco pessoas, todos donos de postos de gasolina. Deverão ser ouvidos Luiz Carlos Singer e o filho, Luiz Carlos Singer Filho, Gilson Wyetchek, Luiz Carlos Mansio de Souza e sua filha Caroline de Souza.
Em Londrina, a promotoria de Defesa do Consumidor de Londrina também envia hoje, à Secretaria de Direito Econômico (SDE), em Brasília, documento solicitando que os postos de combustíveis do município voltem a praticar os preços de abril passado.
Cardoso pedirá ainda a aplicação de uma multa diária de R$ 10 mil aos estabelecimentos, por formação de cartel. ‘‘Quero que a SDE conceda a mesma medida que obrigou 74 postos de Belo Horizonte a voltar a cobrar os preços de 1º de maio’’, afirmou. Ele vai encaminhar, junto com o pedido, notas fiscais de 97 postos de Londrina. A maioria vende o litro da gasolina por R$ 1,28 ou R$ 1,29.(colaborou Cláudia Lopes, de Londrina)

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