CPI está 'fechando o cerco', dizem deputados


Rubens Burigo Neto 
De Curitiba
Rubens Burigo Neto De Curitiba

O presidente da CPI que investiga a sonegação e a adulteração de combustíveis no Paraná, deputado Durval Amaral (PFL), afirmou ontem que a comissão está ‘‘fechando o cerco’’ contra as empresas que praticam irregularidades no setor. ‘‘Até agora estão surgindo muitas coincidências nos depoimentos e que precisam ser explicadas por outras pessoas que, com certeza, deveremos convocar. Precisamos juntar mais provas materias para podermos concluir algumas investigações e até solicitar a prisão de alguns envolvidos’’, afirmou Amaral.
Ontem à tarde, dos três depoimentos ouvidos pela CPI, o mais contundente foi do empresário Luiz Carlos Mansio de Souza. ‘‘Em alguns momentos ele mentiu descaradamente’’, avaliou Amaral. Mansio é engenheiro químico e possui, em nome da filha (Caroline Correia Mariano de Souza, que mora na Alemanha e também foi convocada para depor) quatro postos em Curitiba e mais dois no interior do Estado (em Jandaia do Sul e em Jacarezinho).
O engenheiro é ex-marido da empresária Ana Maria Correia e, junto com ela, fundou a fábrica de tintas Resibril, de Campina Grande do Sul. A empresa está sendo investigada pela polícia porque está envolvida em denúncias de adulteração de combustíveis. Os deputados quiseram saber detalhes da vida profissional de Mansio que, na análise dos parlamentares, utilizou suas antigas empresas químicas para adulterar combustíveis.

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