Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Supermercados, na Assembléia Legislativa, se reúnem na manhã de hoje para discutir as próximas ações a serem tomadas. A CPI já ouviu cinco testemunhas e pretende continuar os depoimentos na próxima semana. ‘‘Temos uma testemunha chave que é presidente de uma associação de fornecedores de supermercados, mas há também outras informações vindas pelo disk-denúncia’’, disse ontem o presidente da CPI, deputado Geraldo Cartário (PSL).
Até ontem a comissão tinha recebido mais de 150 denúncias pelo telefone. ‘‘Há coisas cabeludas, mas precisamos de uma reunião interna antes de começar a fazer blitze externas’’. A CPI dos Supermercados foi criada depois de fornecedores de redes de supermercados denunciaram a formação de cartel e concorrência desleal. No caso de hortifrutis, há denúncias de que uma rede de supermercados esteja ‘‘importando’’ alfaces do Chile, via áerea, para concorrer com a hortaliça produzida na região.
Cartário disse que a CPI vai propor algumas modificações na legislação estadual para combater a concorrência desleal. ‘‘Existem muitas coisas que podem ser feitas no lei estadual, sem necessitar chegar à esfera federal e é isso que vamos propor.’’
Na semana que vem a CPI deve ouvir o depoimento de uma testemunha de Maringá, que fez denúncias graves sobre cartelização naquele município. ‘‘Essa pessoa se propôs a falar, ainda falta definir se a CPI vai até Maringá ou se nós traremos ele até Curitiba.’’
A reunião interna dos onze membros da comissão deveria ter acontecido no início da semana, mas como muitos deputados estavam viajando e outros trabalhando na CPI do Narcotráfico, ela teve que ser transferida.

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