Curitiba- A Assembléia Legislativa do Paraná instala na segunda-feira a CPI do Porto, que pretende investigar ''irregularidades administrativas, operacionais e sanitárias'' em Paranaguá, de acordo com o requerimento do deputado Waldir Leite (PPS). Entre os assuntos que os deputados pretendem esclarecer estão as acusações sobre contratação irregular de seguros, sumiço de soja, falta de dragagem do canal, excesso de tempo de espera para embarque dos navios e condições precárias do terminal de carga.
Leite provavelmente será o presidente da CPI. Mas ontem ele não quis adiantar quais pessoas devem ser convocadas para depor. ''Antes de haver uma reunião entre os componentes não posso dizer nada'', justificou. Ele disse apenas que deve requisitar dados que estão sendo levantados pela Comissão de Fiscalização da Assembléia, que já tomou alguns depoimentos. Os integrantes da CPI já foram definidos. Os partidos que apóiam o governo estadual estão representados pelos deputados Antonio Anibelli (PMDB), Alexandre Curi (PMDB) e Élton Welter (PT). Entre os oposicionistas, estão, além de Leite, Barbosa Neto (PDT), Durval Amaral (PFL) e Valdir Rossoni (PSDB).
Ontem, as filas continuavam na BR-277, mas agora os caminhões estão andando, com descarregamento de cerca de mil veículos por dia. A superintendência do Porto de Paranaguá comemorou o fato de a soja paranaense ter conseguido o melhor preço em comparação com os outros Estados produtores. O valor girava entre R$ 51 por saca em Ponta Grossa e R$ 53 em Guarapuava. Para o porto, isso é um reflexo da decisão de exportar soja transgênica.

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