A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga fraudes e sonegação de imposto em combustíveis comercializados no Paraná realiza hoje, às 16 horas, uma reunião interna para copilar os dados coletados nos últimos dias, com a apreensão de quatorze carretas e mais de 400 mil litros de solventes. A última apreensão ocorreu na tarde de anteontem, na BR-116, quilômetro 95, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. Foram apreendidas seis carretas com irregularidades nas notas fiscais.
As primeiras três que passaram pelo local estavam carregadas com 92 mil litros de solvente ‘‘Solvenplas 40’’ – utilizado para fazer tintas. ‘‘Este mesmo solvente pode ser usado também para a adulteração de combustível’’, declarou o delegado Jairo Amódio Estorilio, titular da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas e responsável pelas investigações deste caso. A carga estava sendo levada para a Milem Química Industrial, em Contagem (MG). Mas os motoristas afirmaram que levariam a carga para São Paulo. ‘‘Verificamos uma série de contradições que deverão ser investigadas a partir de segunda-feira (hoje)’’, disse o delegado.
Outras três carretas, que vinham da fábrica Bensul Solvente Ltda, de Triunfo (RS), também foram apreendidas. Elas iriam para a Duralex, uma fábrica de Campinas (SP) e que está fechada desde 1993. ‘‘Caracteriza crime de falso destino. Teremos que checar onde fica agora o endereço da nota e se realmente esta carga estava sendo enviada para lᒒ, afirmou Estorilio. O deputado estadual Tony Garcia (PPB), relator da CPI Estadual dos Combustíveis, acredita que a carga seria usada para a adulteração de combustível e ficaria no Paraná. A CPI pretende agora ouvir os motoristas das carretas, os proprietários da empresas e das fábricas que supostamente receberiam os produtos.
Os caminhões apreendidos estão no Posto Jabur, em Curitiba. Os produtos serão inspecionados hoje pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para comprovar que se trata de solvente.

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