Curitiba - Representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estarão em Curitiba na próxima sexta-feira para prestar depoimento à CPI da Telefonia, instalada na Câmara Municipal. O presidente da CPI, vereador Antonio Bueno, quer saber como a Anatel está fiscalizando as denúncias de abusos cometidos pela Brasil Telecom contra os consumidores.
Outra informação desejada é sobre a ampliação de 900 mil linhas telefônicas para 2,1 milhões, no período de três anos, procedida pela Brasil Telecom. Conforme denúncias de técnicos à CPI, as linhas que eram exclusivas do assinante foram multiplicadas por 11 com um equipamento instalado pela operadora de telefonia. A CPI questiona o motivo de a empresa não ter feito os investimentos necessários para a ampliação das linhas.
Outra denúncia que poderá ser esclarecida corresponde às facilidades da Brasil Telecom para instalação de novas linhas. A empresa de telefonia pede que o interessado apresente por telefone mesmo o nome e o CPF. Com essa informação, muitas pessoas dão nome e CPF de outras pessoas que desconhecem o pedido de instalação de linha telefônica. Por alguns meses, quem pediu a linha usufrui do serviço sem pagar por isso, já que a conta vai no nome e CPF indicados. Apenas com esses dados a Brasil Telecom não tem meios de fiscalizar se o endereço corresponde mesmo ao solicitante.
Na sessão de ontem, a CPI ouviu mais depoimentos de consumidores que se sentiram lesados pela Brasil Telecom. Entre eles, o pequeno empresário Adalberto Ferreira Bueno reclamou dos prejuízos sofridos por sua empresa.
Bueno contou que foi informado pela Brasil Telecom que o número do telefone de sua empresa iria mudar. O empresário confeccionou todo o material promocional com o novo número informado pela operadora, mas a Brasil Telecom fez a alteração nem deu satisfações. Adalberto Bueno reclamou ao serviço de atendimento e não obteve as explicações para o que chamou de ''descaso''.
Outro consumidor, João Francisco Ribeiro da Silva, disse à CPI que vendeu uma linha de telefone e durante dois anos a Brasil Telecom não fez a transferência de titularidade. Cansado de esperar, entrou na Justiça e em dois dias a empresa de telefonia transferiu a linha.

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