São Paulo Representantes da empresa VBC (Votorantin, Bradesco e Camargo Corrêa) e da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) estiveram reunidos ontem no escritório paulista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luis Fernando Furlan. De acordo com o presidente da CPFL, Wilson Ferreira Junior, o encontro teve o objetivo de solicitar a liberação de recursos do banco para quatro empreendimentos de geração de energia elétrica em fase de construção e que já foram aprovados pela instituição.
O executivo informou que os empreendimentos exigem recursos da ordem de R$ 4 bilhões em um prazo de 60 meses, iniciado em 2001. ''Esses projetos respondem por 28% de toda a energia esperada a ingressar no País nos próximos quatro anos'', explicou, referindo-se às hidrelétricas de Barra Grande, com capacidade de 690 megawatts (MW); Campos Novos (880 MW); Ceran (360 MW) e Foz do Chapecó (880 MW).
Pelos contratos, o executivo esclareceu que um terço dos recursos caberá aos acionistas; um terço ao BNDES e um terço à emissão de debêntures no mercado. ''Já investimentos em 20 meses mais de R$ 1,3 bilhão, o que seria desembolsado em 60 meses. Agora, mostramos o quadro grave que vivemos sem os recursos do BNDES, que não recebemos até o momento, para que o projeto possa ser desenvolvido.''
Segundo Ferreira, o ministro se mostrou preocupado com o quadro apresentado, mas prometeu empenhar-se na resolução do problema porque ''está comprometido com a formação de uma base de infra-estrutura para o desenvolvimento do País nos próximos anos.'' Ele lembrou que boa parte dos recursos já poderia ter sido liberada caso não estivesse em vigor o financiamento concedido pelo BNDES para as empresas do setor de energia elétrica após o racionamento implementado em 2001.
''Repassamos ao BNDES R$ 700 milhões vinculados ao reajuste da tarifa de energia e que poderia ter sido deslocado para a área de geração de eletricidade'', disse.

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