São Paulo A CPFL Energia negou, por meio de nota divulgada ontem à imprensa, que esteja entre as empresas que usam suas próprias comercializadoras de energia para alavancar os preços da eletricidade, prática denunciada pela ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. Ao defender os leilões de energia, a ministra disse ontem que esta forma de comprar e vender eletricidade neutraliza a prática adotada por distribuidoras, de comprar energia de comercializadoras do mesmo grupo a um preço mais alto que os estabelecidos em contratos firmados com as geradoras.
Ainda de acordo com a ministra, as empresas distribuidoras repassam o custo dessas operações para as tarifas. Segundo a nota da CPFL, a companhia informou que está repassando às distribuidoras de energia do grupo, pelo valor de aquisição, a energia adquirida em leilões realizados pelas empresas federais, ''conforme exige a regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no artigo 13 da Resolução 423''.
A CPFL Energia acrescentou que a comercializadora do grupo realizou leilões de compra e venda de energia. A empresa esclareceu ainda que a energia comprada em leilão representou apenas 0,2% do mercado previsto para as distribuidoras do grupo em 2003, e que considera imprescindível a celebração de vários contratos de compra de energia com os geradores.
A empresa acrescentou no comunicado que os contratos ''são celebrados de forma transparente, com termos e condições que seguem rigorosamente as regras e legislações vigentes, sendo submetidos à aprovação e registro na Aneel''.

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