Os caminhoneiros reunidos na praça de pedágio de Arapongas (BR-369), alguns parados desde o último domingo, recebem doações de refeições e água de moradores da cidade e utilizam os banheiros dos postos de combustíveis próximos. Embaixo de uma lona, os manifestantes montaram uma cozinha improvisada, onde preparavam feijão e faziam café na tarde de ontem. Roberto Bueno, de Marília (SP), caminhoneiro há 18 anos, pilotava uma das panelas. Ele diz que seguia rumo a Marialva (66 km de Londrina) para abastecer o caminhão tanque com biodiesel, de onde seguiria para o Rio de Janeiro. "Faço essa viagem a cada 15 dias; o movimento é justo para o caminhoneiro e para a empresa (transportadora) também, porque ela tem que ter condições de manter nosso emprego", diz. Sérgio Horta, na atividade há 36 anos, vinha de Presidente Prudente rumo a Curitiba e parou o caminhão carregado de alimentos não perecíveis no pedágio. Para ele, o alto custo inviabiliza a atividade. "Hoje é muito difícil ser caminhoneiro, pelos impostos e pelo óleo diesel muito caro", declara. Uma equipe da Secretaria da Saúde de Arapongas esteve ontem no local atendendo os manifestantes. (C.F.)

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