A Cooperativa Central Regional Iguaçu (Cotriguaçu), de Cascavel, que congrega seis cooperativas singulares do Oeste/Sudoeste paranaense, obteve em 96 faturamento de R$ 81,7 milhões, o maior em sua história. O balanço foi apresentado ontem pelo Conselho de Administração, na assembléia anual da Central.
O presidente da Cotriguaçu, Fábio Rosso, disse que o desempenho foi decorrência da ‘‘definitiva profissionalização de nossa equipe e atividades’’ e implementação ‘‘de métodos de gestão que resultaram em condições de competitividade’’. Apesar disto, Rosso afirmou que o último ano foi marcado por ‘‘grandes dificuldades, por causa dos ajustes na economia do País’’.
Fábio Rosso observou que as cooperativas ‘‘foram muito penalizadas, pois o setor primário bancou a estabilização da economia’’. Segundo ele, a agropecuária foi diretamente afetada por importações, ‘‘sem política tarifária definida’’, e ao mesmo tempo com poucos recursos de financiamentos e altas taxas de juro. ‘‘Em consequência, as margens de todo o ciclo da produção primária foram reduzidos’’, completou.
Mesmo com este quadro, o balanço da Administração Central da Cotriguaçu indica faturamento 46% superior ao de 95, que foi de US$ 56 milhões. O diretor-secretário, Sebaldo Waclawovsky, explicou que o terminal da Cotriguaçu em Paranaguá embarcou 2,14 milhões de toneladas (para cooperativas e terceiros), 16% mais que em 95, e o maior volume dos últimos 7 anos. As vendas de defensivos agrícolas cresceram 8,5%. A comercialização de produtos agrícolas fechou com 52,8 mil toneladas.
A indústria de calcário, localizada em Almirante Tamandaré, produziu 129 mil toneladas (crescimento de 60%), e a de fertilizantes, em Toledo, teve o mesmo percentual de crescimento, com 45,8 mil toneladas. O moinho de trigo, em Palotina, produziu 72,9 mil toneladas de farinha (9% mais que em 95), e como atingiu sua capacidade máxima de produção, a Cotriguaçu quer duplicá-la, durante o ano.

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