Arquivo FolhaReivindicaçãoManoel Moreira Alves, presidente da Cotrial: ‘‘Só queremos o que é nosso direito’’A Cooperativa de Trabalhadores Autônomos na Agricultura, Indústria e Comércio Ltda - Cotrial, adquiriu 95% dos equipamentos e começou a construir a ‘‘fábrica-escola’’ em área provisória, junto a sede. Agora a entidade espera que a Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina) inclua este projeto de qualificação de mão-de-obra em cozinha industrial, pães, massas e confeitos no programa Londrina mais Emprego.
Manoel Moreira Alves, presidente da entidade, explica que o projeto, de R$ 192 mil, está sendo executado com recursos da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia) e da própria cooperativa. ‘‘A Finep aprovou o nosso projeto, elogiando muito a iniciativa, e já enviou a primeira das quatro parcelas que vão totalizar R$ 118 mil; o restante será por nossa conta’’.
Alves informa que o próximo passo será mostrar o projeto para a Codel - o que espera fazer no dia 19 de agosto - e pedir a sua inclusão no ‘Londrina mais Emprego’ para que a fábrica seja instalada em terreno doado pela prefeitura. ‘‘Só queremos o que é de direito, nada mais’’, observa o presidente da cooperativa. ‘‘O espaço que temos não é ideal, nem é nosso; precisamos dos incentivos da Codel para contemplar o trabalhador sócio-cooperado e preparar outros para a competitividade do mercado’’.
O grande objetivo da Cotrial é atuar em três eixos fundamentais: prestação de serviços, indústria e comércio de produtos e qualificação de pessoal - principalmente os desempregados. O presidente fala que, através de mecanismos educacionais, o cooperado pode acompanhar os avanços tecnológicos e melhorar o seu nível de empregabilidade. ‘‘Ao mesmo tempo’’, continua, ‘‘a Cotrial poderá apresentar às empresas parceiras uma proposta que atenda às suas necessidades de competitividade, melhorando os custos e a qualidade da produção’’.
Às vésperas do terceiro milênio, as estatísticas são alarmantes, diz ele, citando números da Organização Mundial do Trabalho: 5 bilhões de pessoas ou 40% da população ativa do planeta estão desempregados, ou subempregados. Na visão dele, o microempresário passa pela mesma situação, ou seja, de cada 100 microempresas organizadas, sobram menos de cinco no mercado, após cinco anos de atividades.
‘‘É neste contexto, de reestruturação econômica e de mercado mundial, que o cooperativismo de trabalho surge como importante alternativa no combate ao desemprego’’, afirma. Alves afirma ainda que no Brasil são 23 milhões de trabalhadores formais e 53 milhões informais, dos 76 milhões da população economicamente ativa.

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