Cotrefal inaugura abatedouro e cria mil postos de trabalho
Lúcio Flávio Moura
Especial para a Folha
A Cooperativa Agropecuária Três Fronteiras (Cotrefal), com sede em Medianeira, vai comemorar 35 anos de existência com o maior investimento de sua história. Em julho, começa a funcionar a Unidade Industrial de Aves da cooperativa, em Matelândia (80 quilômetros a nordeste de Foz do Iguaçu).
No total, serão injetados na economia do Extremo-Oeste cerca de R$ 33 milhões - R$ 14 milhões no frigorífico e R$ 19 milhões nos 400 aviários necessários para abastecer a unidade no auge da produção, que acrescentará mais R$ 7,5 milhões ao faturamento da Cotrefal em 1999.
O frigorífico também será o maior empregador do município. Serão criados diretamente cerca de mil novos postos de trabalho e, aproximadamente, o dobro, indiretamente.
De olho no mercado externo, a Cotrefal, que comercializará os frangos com a marca Lar, abaterá 70 mil aves, por turno de 12 horas, na primeira fase operacional. De início, planejamos vender 30% da produção para o mercado japonês, depois partiremos para as exportações no Mercosul, principalmente Argentina, conta Irineo da Costa Rodrigues, presidente da Cotrefal. A previsão é que, em dois anos, as exportações representem 60% das vendas do frigorífico.
Um grupo de 20 técnicos e executivos da cooperativa foi ao Japão conhecer as preferências do consumir local. Em um mês, analisaram diversos tipos de cortes encontrados nos supermercados do país e fizeram contatos comerciais, garantindo futuros negócios. Estamos preparados para ter uma presença sólida da marca no Japão, diz Costa Rodrigues.
No mercado interno, além do Paraná, os alvos da Cotrefal são os mercados paulistano e carioca. Os planos são ambiciosos. Agregar até 2001 - quando o frigorífico deverá abater diariamente 280 mil aves - mais R$ 58 milhões ao faturamento anual da Cotrefal.
Para manter a qualidade do produto, a cooperativa importou equipamentos de última geração para o congelamento e armazenagem. O túnel de congelamento tem capacidade para processar 1,8 mil toneladas/hora e a câmara de estocagem resfriará até 12 toneladas de carnes, formando um dos maiores complexos do gênero no País.
O investimento também deverá ter grande impacto na economia rural da região, baseada na suinocultura, na cultura do bicho-da-seda, no plantio de soja e na própria avicultura.





