Cotista deve ficar atento às mudanças
Agência Estado
De São Paulo
Cotistas devem ficar atentos às assembléias convocadas pelos administradores de fundos de investimento financeiro (FIFs) e de fundos de ações com o objetivo de adaptar esses produtos às novas normas do Banco Central, para os FIFs, e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para os fundos de ações e de carteira livre. É que, para que a nova legislação seja atendida a partir de março, a instituição poderá propor alterações que vão mudar, ainda que pouco, a atual política de investimento do fundo.
No BancoCidade, pela proposta feita à assembléia, os fundos de aplicação em cotas (FACs) Plus e Quality serão classificados como DI e deverão passar a render um pouco menos. Hoje, esses FACs têm o rendimento calculado com base nas cotas do FIF Empresarial, cujo benchmark (objetivo de desempenho) é ter rendimento de 99,5% do CDI, título emitido por bancos e trocado entre eles.
Para tanto, além de aplicar em títulos indexados ao DI, o fundo pode dirigir parte do patrimônio para papéis prefixados. Como esse fundo não segue a regra de um fundo DI, que pela nova norma deverá ter no mínimo 95% da carteira aplicada em títulos pós-fixados ao DI, o Plus e o Quality não mais adquirirão cotas dele. A instituição vai então criar um novo fundo DI, o DI Master, adequado à legislação, do qual os FACs Plus e Quality comprarão cotas. Com a obrigatoriedade de aplicar no mínimo 95% do patrimônio em operações atreladas ao DI, o novo fundo não terá como atingir o benchmark de 99,5% perseguido pelo Empresarial. Assim, o Plus e o Quality renderão um pouco menos.
Mudanças na política de investimento podem ocorrer também em fusão de carteiras. Caso da assembléia que a CCF Brain, do Banco CCF, convocou para hoje.
O FAC Renda Fixa vai incorporar o FAC Portfólio II. Com isso, o fundo deixará de aplicar 100% do patrimônio em cotas do CCF Tipo, um fundo de renda fixa, e passará a aplicar 80% do patrimônio nesse fundo e 20% no CCF Master, uma carteira de derivativos que pode atuar nos mercados de DI, dólar e bolsa.
Assim, há uma mudança, ainda que pequena, na política de investimento do FAC Renda Fixa. O investidor deixa de ter seu dinheiro aplicado totalmente em renda fixa e passa a ter parte dele investido em derivativos.
Nos fundos de ações, as assembléias decidirão sobre a cota a ser utilizada para conversão do valor aplicado em número de cotas.
Na Caixa Econômica Federal, continuará a ser adotada a cota do dia seguinte ao da solicitação, mas o dinheiro também só será debitado da conta do cliente no dia seguinte ao da solicitação; antes, o débito ocorria no dia da solicitação. O cliente ficará um dia a mais com o dinheiro em conta, diz Marcelo Bonini, gerente nacional de Administração de Fundos e Recursos de Terceiros.
Já a Dresdner Asset Management propõe que o débito do valor a ser aplicado continue a ser feito no mesmo dia da solicitação, mas a aplicação seja feita pela cota de fechamento desse mesmo dia (antes, era utilizada a cota do dia seguinte). Isso vai evitar que novos investidores, ao ver a bolsa em alta, comprem cotas ao longo do dia e sejam beneficiados, o que prejudicaria os investidores antigos, explica Bruno Stein, gerente de Produtos da asset.





