Cotas para mercado de trabalho
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segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Agência Brasil 
Brasília - Nos próximos quatro anos, o movimento de afro-descendentes quer que o governo estenda ao mercado de trabalho a política de cotas das universidades. ''O governo federal deveria aplicar a política de cotas para o trabalho'', diz o presidente da Associação Nacional de Empresários e empreendedores Afro-brasileiros (Ancebra), João Bosco de Oliveira Borba.
O desemprego e a baixa remuneração dos negros e afro-descendentes são vistos por ele como o problema mais carente de políticas públicas. Borba diz que, embora as políticas educacionais criadas nos últimos quatro anos ajudem os negros a competir em igualdade de condições no mercado de trabalho, elas não foram suficientes para gerar emprego.
''Das 250 mil pessoas do ProUni, 40% são afro- descendentes. Isso é bom, mas é pouco. Existe a necessidade de construção de postos de trabalho'', diz Borba, que também integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Conselho Nacional pela Igualdade Racial.
Na avaliação de Borba, empreendimento, educação e autonomia são os três eixos que devem ser buscados na construção de políticas públicas para o desenvolvimento. ''Uma grande saída é o empreendimento, no qual o cara é um pouco patrão e um pouco empregado'', diz. ''No mundo moderno e globalizado, as relações de trabalho têm diminuído e, no próximo século, o que mandará é a relação empreendedora. Nosso papel é estimular essa capacidade'', completa.


