Nesta semana, o preço do feijão preto caiu 10% no Paraná. O produtor que vinha recebendo R$ 48,00 a saca, ontem estava oferecendo a preços que variavam entre R$ 43,00 e R$ 44,00. O produto começou a ser colhido no Estado e está sendo colocado diretamente no mercado de uma só vez, o que justifica a queda, disse o corretor Marcelo Luders.
‘‘Se o produtor tivesse acesso a recursos do governo, via EGF teria condições de segurar a safra e colocá-la no mercado em março, quando esta mercadoria estiver escassa e certamente os preços em alta’’, explicou o corretor. No momento, os produtores e cooperativas não estão capitalizados e estão colocando toda a produção no mercado, esgotando sua capacidade. Com isso conseguem recursos imediatamente e saldam os compromissos mais imediatos.
Para Luders, esta situação reflete a falta de política agrícola do governo federal, que resulta em prejuízos para todos os setores da cadeia produtiva. O produtor ‘‘ torra’’ o feijão agora, porque precisa de dinheiro e perde de comercializar no perído do ‘‘filé mignon’’, a partir de março, por falta de crédito para segurar a produção.
A partir de março, quando o feijão preto voltar a ser uma mercadoria escassa no mercado, Luders prevê a reação das cotações entre R$ 50,00 e R$ 58,00 a saca, novamente ( V.C.).

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