Cotações de hortigranjeiros sobem 28% no atacado
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Reportagem Local 
As altas temperaturas das últimas semanas e a estiagem prolongada em quase todo o Paraná e nos estados vizinhos comprometeram boa parte da produção de hortigranjeiros do Estado. O reflexo disso se manifestou no atacado das Ceasas do Paraná. Dos 30 principais produtos comercializados na Ceasa de Curitiba, 18 apresentaram aumento nas cotações, dez permaneceram com preços estáveis e somente dois baixaram as cotações em relação à semana anterior.
No acompanhamento realizado pela Divisão Técnica e Econômica (Ditec), da Ceasa Paraná, a média ponderada de preços no atacado da empresa em Curitiba apresentou um reajuste de 27,89% se comparados ao dia 10 de fevereiro.
"Essa já era uma tendência apontada pela pesquisa feita junto ao atacado da Ceasa Curitiba. Na semana anterior, a média das cotações já havia subido. O calor e a estiagem já vinham pressionando os preços. Boa parte dos produtos foi comprometida primeiro com o excesso de calor e depois pela falta de chuvas que afeta o desenvolvimento das culturas no campo", diz o economista Valério Borba, assessor técnico da Ceasa Paraná.
Entre as principais altas na pesquisa realizada pela Ditec junto ao atacado estão o tomate e a batata comum especial, dois produtos que têm importante influência na formação da média ponderada de preços. O tomate tipo longa vida extra 2A, caixa com 20 quilos, foi cotado em média R$ 60, alta de 100% se comparados à semana anterior.
"As altas temperaturas afetaram o crescimento e qualidade do produto. Mas verificamos oferta de tomate de São Paulo e Santa Catarina, e ainda de regiões paranaenses como Reserva e Faxinal", diz Valério Borba.
Já para a batata comum, tipo especial lavada, o saco de 50 quilos está cotado, em média, a R$ 65, reajuste de 30%. A estiagem prolongada prejudicou a colheita do produto no campo", explica o assessor técnico da Ceasa Paraná. Na pesquisa feita pela Ditec ontem, verificou-se a procedência do produto vindo das regiões de São Paulo, Minas Gerais e ainda da zonas produtoras paranaenses da Lapa e São Mateus do Sul.
Cardápio
"O importante neste período é que o consumidor fique atento nestas oscilações para cima das cotações dos hortigranjeiros. A sugestão é que ele busque substituir os produtos com preços em alta para aqueles que estejam com cotações mais estáveis. O ciclo de produção de muitos hortigranjeiros é curto e a tendência, com a volta do clima mais ameno e das chuvas, é que essas culturas voltem também a apresentar maior oferta no atacado", orienta Valério Borba.
Ainda com preços superiores aos da semana anterior estão a abobrinha verde (+20%); batata doce extra branca(+5%); mandioquinha de primeira (+7%); beterraba extra 2A (+50%); pepino salada aodai extra 2A (+10%); pimentão verde tipo extra 2A (+75%); repolho híbrido médio (+8%); vagem macarrão extra 2A (+40%) e ovos branco extra (+12%).
Entre o grupo das frutas as altas ficam por conta do abacate manteiga (+14%); abacaxi havaí grande (+6%); laranja pera grande (+7%); limão tahiti médio (+8%); manga tomy (+37%); melão amarelo grande (+8%) e uva niágara rosada (+4%).


