As cotações do petróleo fecharam em baixa ontem no mercado futuro de Nova York, enquanto se aguarda a realização da reunião ministerial da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), amanhã em Viena . A cotação do barril de referência (light sweet crude), para entrega mais próxima em outubro, perdeu US$ 1,76 ficando em US$ 33,63. Chegou a ganhar US$ 0,49 fechando a US$ 35,39 quinta-feira, um recorde desde os tetos registrados em 1990 depois da invasão do Kuwait pelo Iraque.
‘‘As cotações baixaram prudentemente, para evitar qualquer surpresa durante a reunião da Opep, mas este retrocesso não é fundamental’’, destacou George Beranek, analista da Petroleum Finance em Washington.
A Platts, principal fornecedora mundial de serviços de informação sobre o mercado de energia e uma divisão da McGraw-Hill Companies, informou ontem que os países membros da Opep aumentaram a produção para 29,05 milhões de barris por dia em agosto, representando um crescimento em relação à produção de 28,35 milhões de barris por dia em julho.
O volume excedeu o teto de produção auto-imposto pela Opep de 25,4 milhões de barris por dia estabelecido em junho. A Arábia Saudita e o Iraque responderam pelos dois maiores aumentos de produção, e só a Nigéria esteve de acordo com o compromisso de limite de produção, devido em grande parte à contínua agitação nas regiões produtoras de petróleo.
Segundo o diretor global de petróleo da Platts, John Kingston, ‘‘o que tem sido surpreendente é que mesmo com o aumento o preço do petróleo continua a aumentar. Entretanto, o mercado parece estar voltado tanto para a perspectiva de estoques extremamente baixos para uso em aquecimento neste inverno como para o enfoque tradicional em níveis de produção de óleo cru.’’

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