Cotação espanta clientes de Foz e do Camelódromo
A cotação do dólar nas últimas semanas chegou a R$ 2,50 em Cidade de Leste, espantando consumidores da cidade paraguaia e da vizinha, Foz do Iguaçu. No tradicional ponto de compras para sacoleiros, lojistas começaram a demitir funcionários e até a fechar as portas enquanto o movimento não volta.
Da mesma forma, o Camelódromo de Londrina sofreu com a queda no número de clientes. O presidente do centro de compras, Samuel dos Santos, diz que não é possível aos comerciantes do local arcar com parte dos custos da alta do dólar, porque trabalham com estoques e fluxo de produtos pequenos. "A pessoa não vai comprar no momento porque prefere esperar para ver se o preço diminui."
Ele conta que parte dos vendedores faz compras no Paraguai, enquanto outros vão a importadoras de Maringá ou na capital paulista. "E até em São Paulo o fluxo de pessoas diminuiu porque o preço lá também aumentou", conta Santos.
Para o presidente do Conselho Municipal de Turismo de Foz, Paulo Angeli, a situação não é nova. "É algo cíclico, que sempre acontece quando a variação é tão rápida." Ele acredita em queda de 30% no número de turistas que vão à fronteira para compras, mas diz que tudo deve voltar ao normal com a estabilização da moeda. "É preciso fazer ajustes e algumas lojas fecham e reabrem depois de um tempo, mas, mesmo com a cotação alta, os preços continuam mais competitivos." (F.G.)





