PRESSÃO DE BAIXA Cotação do petróleo recua com produção maior dos EUA Agência Folha De São Paulo Os preços internacionais do petróleo caíram ontem depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou, em uma entrevista à televisão norte-americana, que os Estados Unidos aumentarão a produção em 2,5 milhões de barris diários. Ontem o barril do tipo brent (referência internacional), para entrega em abril, fechou cotado a US$ 28,92 em Londres, contra US$ 29,30 anteontem. Os preços do petróleo voltaram a cair no mercado futuro de Nova York, com negociação para abril. O barril fechou a US$ 31,60, contra US$ 31,70 anteontem. A recente oscilação nos preços reflete as divergências que ainda existem entre os produtores, a menos de três semanas da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na Áustria. Os Estados Unidos estão fazendo uma campanha mundial para deter os preços do petróleo. Eles já anunciaram que estariam dispostos a vender suas reservas, se os produtores não concordassem em elevar a produção. A preocupação principal é que a alta excessiva do produto gere pressões inflacionárias em todo o mundo. No entanto, o ministro iraquiano do Petróleo, o general Amer Rachid, voltou a bater de frente com os Estados Unidos ontem, ‘‘A Opep deverá resistir ao complô norte-americano, capaz de produzir uma catástrofe’’, disse Rachid em entrevista à rede de televisão Juventude, de propriedade de Udai Hussein, filho mais velho de Saddam Hussein. Em pouco mais de um ano, o barril de petróleo saiu de US$ 10,26 e chegou a mais de US$ 31. Em fevereiro, o secretário de Energia dos EUA, Bill Richardson, visitou os principais produtores mundiais para selar um compromisso de deter a alta nos preços. O resultado foi o comprometimento de alguns países, entre os quais Arábia Saudita, México e Venezuela. No lado oposto, considerados os ‘‘radicais da Opep , estão Irã, Argélia, Líbia e Iraque. Eles haviam anunciado em bloco que não aumentariam a produção. Depois de reunião com a Arábia Saudita, na semana passada, o Irã divulgou que pode estudar o aumento da produção. Arábia Irã são os dois maiores produtores de petróleo da Opep.