O dólar comercial encerra uma semana de turbulências no mesmo ponto em que começou: valendo R$ 3,00 na compra e R$ 3,01 na venda, queda de 4,44%. No mercado cambial, a palavra de ordem é cautela, tanto em relação a novas pesquisas eleitorais quanto em relação à possibilidade de um novo empréstimo do FMI (Fundo Monetário Internacional) ao Brasil.
O dia começou ontem pressionado pela compra de moeda por importadores que precisavam fechar negócios e aproveitaram a queda da quinta-feira. Mas logo o otimismo com a forte possibilidade de um novo empréstimo do FMI ao país voltou a dar o tom.
A divulgação da pesquisa eleitoral da Toledo & Associados, que mostrou um empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PPS), causou certo pânico nos negócios, mas o efeito negativo não durou muito.
O levantamento, encomendado pela ''IstoÉ'', surpreendeu o mercado com o empate. Os candidatos teriam, respectivamente, 34,3% e 33,6% dos votos (a margem de erro é de 1,8 ponto). O governista José Serra teria 13,8% das preferências.
O Banco Central também ajudou para a queda da cotação da moeda norte-americana. No final da tarde, o BC confirmou que atuou no mercado à vista de câmbio vendendo dólares para instituições credenciadas (''dealers'') a fim de diminuir a pressão sobre a cotação.
A autoridade monetária anunciou na última terça-feira que manterá em agosto as intervenções diárias no câmbio, vendendo diariamente ao mercado à vista US$ 50 milhões. Para essas operações estão disponíveis US$ 1,1 bilhão, além de US$ 735 milhões em linhas externas que serão roladas.
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta de 0,95% a 9.852 pontos, após negociar R$ 598 milhões. A alta é atribuída à recuperação das ações dos bancos depois de sucessivas quedas.
As ações dos bancos saem do ''inferno astral''. Os papéis foram vítimas da desconfiança dos investidores estrangeiros, que se diziam ''preocupados'' com o estoque de títulos públicos das instituições nacionais em caso de um eventual calote na dívida pública.

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