Cotação do dólar volta a romper a barreira de R$ 2,50
Os investidores iniciaram os negócios no mercado de câmbio brasileiro pessimistas ontem, à espera da confirmação de queda na arrecadação do governo argentino. Vendido em alta em todos os negócios do dia, o dólar voltou a fechar acima de R$ 2,50, patamar que não alcançava há duas semanas. O mercado rapidamente foi contaminado pelo crescente mau humor. O temor de que a Argentina não consiga suportar a crise por muito tempo e entre em default (calote) fez empresas e instituições financeiras aumentarem a procura por hedge (proteção contra oscilações da moeda).
Com isso, o dólar bateu no início da tarde em R$ 2,514 (alta de 1,8%), mas recuou um pouco para encerrar o dia em 2,502, com valorização de 1,3%. Somente nesta semana, a moeda norte-americana acumula alta de 2%. O Banco Central marcou presença no mercado de câmbio, mantendo sua programação de intervenções lineares por meio da venda de aproximadamente US$ 50 milhões.
O mercado vai continuar trabalhando tendo como principal foco a Argentina, diz a economista do Santander Camila Lima. Os papéis da dívida brasileira, os C-Bonds, recuperaram parte das perdas no fim do dia, mas fecharam em queda de 0,2%, vendidos a US$ 0,7063. No ano, a baixa dos C-Bonds é de 8,7%.
Já a Bovespa continuou parada, mesmo com o dia negativo. Com queda de 0,08%, o pregão girou R$ 570 milhões. A Bolsa não tem despencado devido à ausência de compradores e vendedores. Não têm entrado recursos novos há algum tempo, afirma Michel Campanella, da corretora Socopa. (AF)





