Cotação do dólar recua e fecha a R$ 1,88
Agência Folha
De São Paulo
A estratégia do Banco Central de oferecer títulos públicos reajustados pelo câmbio ao mercado, como forma de proteção, vem funcionando. O dólar comercial deixou ontem o patamar de R$ 1,90, sendo vendido a R$ 1,885. Desde 23 de agosto, a moeda não fechava abaixo de R$ 1,90.
Em agosto, o mercado estava intranquilo diante do que considerava uma fragilidade do governo. Bancos e empresas passaram a buscar proteção no dólar, gerando alta na cotação. No dia 27, o dólar chegou a R$ 1,941 (maior valor desde 8 de março). O BC passou a promover leilões diários de NBC-Es (Notas do Banco Central, série Especial).
Os papéis remuneram de acordo com a variação cambial e juros prefixados. Desde 30 de agosto, cerca de R$ 4,5 bilhões em papéis foram ofertados. O dólar caiu de R$ 1,941 para R$ 1,885, uma variação de 2,89%. Somente ontem o dólar caiu 1,82%, o maior recuo desde 22 de abril. O BC leiloou um lote extra de notas cambiais, de seis meses de vencimento, de R$ 500 milhões. O volume de títulos extras saturou um pouco o mercado, disse Luiz Abdo, da corretora Souza Barros.
A mudança de humor político, com o fortalecimento do ministro Malan, também ajudou no recuo do dólar. A leitura da situação do Brasil e da América Latina não é tão grave quanto no mês passado, afirmou Édson Valezin, da B&T Associados. Não vejo motivos para alta do dólar.





