São Paulo O sucesso da rolagem de US$ 1,6 bilhão em títulos atrelados ao dólar (swap cambial), que vencem na próxima segunda-feira, fez o mercado respirar aliviado e a moeda norte-americana fechou em baixa de 1,53%, a R$ 3,066 para compra e R$ 3,072 para venda.
Com uma operação anteontem e duas ontem, o Banco Central conseguiu rolar 90% da dívida, ou todo o montante principal, excluídos os juros. O mercado temia que a autoridade monetária não conseguisse rolar a dívida e fosse obrigada a resgatar os títulos, inundando o mercado de reais que acabariam sendo usados para comprar dólares, pressionando a cotação.
Além da rolagem, o BC ontem interveio no mercado vendendo dólares à vista durante a manhã, contendo a elevação da cotação. O BC não revelou o montante vendido.
Ontem, pela primeira vez desde o início dos leilões de crédito à exportação na última sexta-feira, o BC recusou todas as propostas feitas pelas instituições financeiras e não vendeu um único dólar na operação. Dos US$ 100 milhões ofertados, houve demanda por US$ 72 milhões a menor das sete operações realizadas até agora.
Segundo analistas do setor, a diminuição do interesse do mercado pelas linhas do BC se deve ao aumento da oferta das linhas dos bancos e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que saem mais baratas às empresas exportadoras.
Bolsa A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) emplacou a quarta alta consecutiva. Fechou com valorização de 0,72%, aos 10.455 pontos e giro de R$ 559,174 milhões. Na semana, a Bolsa paulista acumula valorização de 8% e no mês, 7%. Ontem, a Bovespa só ganhou fôlego à tarde, quando passou a operação com ganhos. A estréia da nova carteira do Ibovespa (principal índice, que reúne os 57 papéis mais negociados) também contribuiu para o bom resultado.

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