Cotação do café volta a cair em Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de agosto de 2003
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Após atingir picos de R$ 175,00 por saca de café finíssimo na semana passada, em Londrina, o mercado iniciou a semana em queda. Ontem, o produto foi cotado ao valor máximo de R$ 165,00. Há dez dias, o preço da saca variava de R$ 150,00 a R$ 155,00.
O lançamento do Empréstimo do Governo Federal (EGF) para a cultura, a entrega do café vendido antecipadamente pelas Cédulas do Produtor Rural (CPRs), a falta de chuva nas principais regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo e a aproximação do primeiro vencimento dos contratos de opção sinalizaram que haveria redução de oferta. O resultado, segundo o corretor Marcos Bacceti, de Londrina, é que aumentou a demanda pelo produto na Bolsa de Nova York, com consequente valorização dos preços.
Nesta semana, incentivados pela previsão de uma frente fria que pode trazer chuva às regiões produtoras brasileiras, os fundos de investimento em café e especuladores venderam seus papéis e realizaram lucros, derrubando a cotação. ''Se não chover, existe possibilidade de nova reação do mercado'', analisou.
As regras para contratação do EGF foram anunciadas na semana passada pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). No total, estão disponíveis R$ 400 milhões que podem ser adquiridos até 10 dezembro com juros de 8,75% ao ano. Cafeicultores e cooperativas podem emprestar até R$ 60 mil. No caso dos beneficiadores e torreifadoras nacionais, o limite é de até 50% da capacidade atual de beneficiamento ou industrialização do produto.


