Imagem ilustrativa da imagem Cota mínima de R$ 30 mil
O gestor Cesar Paiva: é importante o investidor ter consciência de que haverá momentos de perda


Desde dezembro de 2008, quando foi implantado até setembro deste ano, o Fundo de Investimento em Ações (FIA) Real Investor, com sede em Londrina, apresentou uma rentabilidade de 389%, contra cerca de 125% dos fundos de renda fixa que pagam 100% do CDI. Sob responsabilidade da Asset de mesmo nome, o fundo conta com 130 cotistas e um patrimônio de cerca de R$ 60 milhões.
O gestor Cesar Paiva conta que a cota mínima é de R$ 30 mil e que o fundo tem obtido rentabilidade acima do Ibovespa. Só neste ano, rendeu 61%, contra quase 43% do índice da Bolsa. "Não é um produto que deve ser comprado por quem vai precisar logo do dinheiro. Nosso horizonte é a partir de 3 anos", explica.
Assim como os demais analistas, Paiva ressalta a importância de o investidor ter consciência de que haverá momentos de perda. O gráfico do fundo mostra, por exemplo, que, no início de 2013, a rentabilidade já havia ultrapassado 300%, mas, no final de 2015, tinha baixado para menos de 200%.
Paiva diz que seu trabalho e de uma dezena de funcionários é acompanhar todos os dias o vaivém da BMF&Bovespa. Mas não só isso. "É preciso analisar detalhadamente todos os balanços trimestrais da companhia e inclusive ir até elas pessoalmente para conversar com os executivos", declara. Para isso, a empresa cobra 2,3% ao ano de taxa de administração sobre o capital investido.
De acordo com o gestor, os fundos são obrigados a manter pelo menos 67% dos ativos em renda variável. "Dependendo do momento, chegamos a 100% do capital em ações. Em outros, podemos baixar para esse mínimo." Eles são livres para comprar ações de qualquer empresa listada na Bolsa. "Mas nós buscamos investir nas que têm gestão honesta e competente, com baixo endividamento e que tenham bom preço", explica. Os dividendos não são distribuídos aos cotistas, mas reinvestidos na compra de novas ações.

MAIS FÁCIL

Em outros tempos, o agropecuarista Ilton Vicentini investia em Bolsa por meio de corretora. Mas há alguns anos resolveu passar os recursos para um fundo de ações. "Dava muito trabalho acompanhar as empresas. Eu perdia muito tempo", conta. Hoje, sem ter que se preocupar com as oscilações dos ativos na Bolsa, ele afirma estar contente com a rentabilidade do fundo. "O retorno tem sido muito bom".
Vicentini aconselha as pessoas a comprarem cotas, "começando com pouco dinheiro", mas também ressalta que elas devem estar preparadas para a queda dos ativos. "A gente ganha, mas também enfrenta perdas. Não pode se desesperar", ensina. (N.B.)

mockup