São Paulo - Gregor Kreuzhuber, porta-voz do comissário europeu de agricultura, Franz Fischler, confirmou ontem que a Comissão Européia não aprovará o pedido argentino de prolongamento por mais um ano da cota de 10 mil toneladas de carne de alta qualidade (Hilton Beef), o que representaria para a Argentina um negócio em torno de US$ 60 milhões.
O ministro argentino da produção, Anibal Fernández, ainda em Bruxelas, não admite a negativa de Fischler. ''Fischler não me disse não, disse apenas que seria difícil'', respondeu Fernández. Em março do ano passado, a Comissão conseguiu aprovar o pedido argentino, enfrentando pressões internas de alguns países membros, sob a justificativa de que o que seria concedido para a Argentina poderia causar protestos de outros parceiros. ''Tanto que quando foram aprovadas as 10 mil toneladas de Hilton Beef para a Argentina, Bruxelas também concedeu mil toneladas ao Paraguai e avisamos que a concessão seria por uma única vez'', lembrou.
A divisão atual de cotas aduaneiras do 'Hilton beef' é (em toneladas): Argentina com 28 mil; Estados Unidos e Canadá, 11,5 mil ; Austrália, 7 mil; Uruguai, 6,3 mil; Brasil, 5 mil; e Nova Zelândia, 300.
Argentina e Paraguai conseguiram o extra para o período compreendido entre julho de 2002 e junho de 2003. Na época, a Comissão destacou que estava tomando a decisão porque ''as situações excepcionais requeriam respostas excepcionais'', em menção à crise econômica que a Argentina acabava de anunciar.

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