Cosesp paga seguro da seca no Paraná
Vânia Casado
De Curitiba
Produtores do Paraná que fizeram seguro da safra 99/2000 na Companhia de Seguros do estado de São Paulo (Cosesp) e tiveram perdas em função da seca, já estão sendo indenizados. Dos 12.000 contratos feitos no estado entre 1º de setembro e 1º de dezembro, estão sendo pagos 250, equivalentes a R$ 1,25 milhão.
A área com lavouras perdidas de setembro para cá equivale a 12.500 ha sendo 120 sinistros correspondentes a prejuízos com o milho, 114 sinistros em prejuízos com a soja e 16 ocorrências com prejuízos no algodão. O presidente da Cosesp, Edson T. de Lima, disse que o número de contratos no Paraná, durante a safra de verão, supera o número de contratos durante o ano passado inteiro. Mesmo assim, Lima disse que a empresa, que é a única que faz seguro agrícola no país, explora apenas 1% do potencial de mercado. De um total de R$ 500 milhões pagos no ano passado, em diversas carteiras de seguro, R$ 22 milhões foram pagos para o meio rural, o que ele considera ainda um valor inexpressivo. O presidente da Cosesp espera um crescimento bastante significativo desse mercado nas próximas safras.
A seca no Paraná fez com que muitos produtores do estado procurassem a Cosesp para fazer o seguro das lavouras, mesmo tardiamente. Só que a empresa suspendeu o seguro rural para lavouras, cujo prazo de plantio já se esgotou. Os técnicos não estão mais fazendo as vistorias prévias para quem já plantou e não fez o seguro até agora. Do contrário, estaríamos comprando o sinistro, resumiu Lima. A regra não vale para a soja, cujo plantio ainda está em andamento e de acordo com o zoneamento agrícola.
A Cosesp estabeleceu duas taxas para o seguro da soja no Paraná. Nas microregiões de Campo Mourão, Cascavel, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Toledo a taxa caiu de 5% cobrada na safra 98/99 para 4% na safra 99/2000. Nos demais municípios, a taxa permanece em 5%, a mesma taxa cobrada na cobertura das lavouras de milho. Para o caso do milho a taxa é a mesma em todas as regiões. No inverno, a taxa sobe para 8% na cobertura do milho safrinha, 10% do trigo e 8% do trigo irrigado.
Apesar de atingir ainda poucos produtores, o presidente da Cosesp disse que o negócio está sendo lucrativo para a companhia. Primeiro porque ele mantém em carteira outros tipos de seguros, como de vida, veículos, residencial, que mantém o equilíbrio com o seguro rural. Depois a empresa divide o risco com o IRB - Instituto de Resseguros do Brasil - que assume 40% do risco.





