Cortes vão abalar lucro da Coca-Cola
Do Financial Times
A Coca-Cola sofre de excesso de pessoal, estoques e centralização. Não demorou muito para que Douglas Daft, presidente da empresa, percebesse algumas verdades dolorosas sobre o inchado gigante dos refrigerantes. Além da já veiculada redução da força de trabalho, Daft cortará os estoques das engarrafadoras e delegará responsabilidades às regiões.
Depois de dois anos de queda nos lucros, as provisões relacionadas a esses cortes abocanharão uma grande parcela dos lucros da empresa em 2000, no exato momento em que seus negócios estarão se recuperando. Em lugar de prometer uma volta aos bons tempos, partindo de uma base adequadamente reduzida, Daft alertou na quarta-feira que as atuais metas públicas da Coca-Cola de crescimento de 7% a 8% em volume e de 15% a 20% em lucros são altas.
De agora em diante, a Coca-Cola vai se concentrar em correr atrás de volume a fim de aumentar sua rentabilidade por meio do reforço da marca. Isso acarreta riscos de curto prazo devido ao impacto incerto da campanha publicitária Curta Coca-Cola, mas parece uma volta sensata às raízes.





