Cortes na agricultura vão atingir pesquisa
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segunda-feira, 14 de setembro de 1998
Murilo Fiuza de Melo Agência Estado 
O ministro da Agricultura, Franciso Turra, disse ontem que o setor de pesquisa será o mais afetado com o corte de 18% no orçamento da pasta - cerca de R$ 130 milhões - previsto no pacote de contenção de gastos anunciado pelo governo na semana passada, que pretende economizar R$ 4 bilhões. A crise financeira afetará a parte administrativa do ministério e, principalmente, a pesquisa, o que é muito sério por causa da abertura no setor, disse. Turra garantiu, no entanto, que o Plano Safra, que prevê R$ 10,3 bilhões para custeio e R$ 1 bilhão para investimentos, não será atingido. Segundo ele, as linhas de financiamento do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), que são hoje de R$ 2,5 bilhões, também serão mantidas. A produção brasileira não é volátil ou especulativa, mas, sim, produção e riqueza e já é hora de valorizá-la, afirmou.
A meta do governo é de aumentar a produção do país de 79 milhões de toneladas de grãos para 90 milhões até o fim do ano e, em 1999, atingir 100 milhões de toneladas. Se não houvesse a estiagem no Nordeste, certamente teríamos uma perspectiva de colheita em torno de 81 milhões de toneladas só nesse ano, disse. Turra acredita que a crise que abalou as bolsas do país e fez o governo aumentar as taxas de juros para quase 50% não vai impedir o ministério de alcançar essa meta.
Nós já temos informações de que os produtos que terão grande aumento na produção são o milho, que sofreu uma quebra na safra passada de 5 milhões de toneladas, o arroz e o feijão, enumerou.


