Corte nos juros deverá ser menor
O mercado financeiro trabalha com expectativa reforçada de redução das taxas de juro para março. Sustenta essa idéia a melhora no cenário interno, com o forte ingresso de dólares no País e o deslanche das reformas administrativa e previdenciária no Congresso. Ademais, embora ainda instável, o quadro nos países asiáticos parece de relativa acomodação.
O recuo dos juros, que deve ser sacramentado pelo Banco Central em 4 de março, não é motivo para uma reavaliação das aplicações. Até porque o BC, cauteloso, tenderia a definir um corte inferior ao estimado pelo mercado. CDBs e fundos permanecerão atraentes, na renda fixa. Juros declinantes favorecem os CDBs prefixados. Mas, como nem todos conseguem a taxa de rentabilidade mais elevada nos títulos bancários, os fundos de renda fixa de 30 ou 60 dias são mais interessantes para pequenos e médios investidores.
O cenário de corte dos juros pode dar certo fôlego também às Bolsas. Mas uma tendência do mercado de ações, se ocorrer, deve ser desenhada após o término do vencimento de opções, quarta-feira. O risco de investimento em ações, de todo modo, persiste elevado, na medida em que a alguns pregões de alta se seguem outros de baixa. A menos que haja uma expansão acentuada do volume financeiro, com participação mais ativa do capital estrangeiro, o mercado tende a permanecer sem uma tendência mais clara.





