São Paulo- A consequência mais importante do decreto que reduz de 5% para 3,5% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para 643 bens de capital, assinado anteontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é a sinalização dada pelo governo que pretende, de fato, desonerar o investimento produtivo.
''Foi uma queda modesta, mas é o primeiro passo para zerar o IPI'', afirmou o presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), José Augusto Marques.
Segundo o executivo, o corte da alíquota vai reduzir os custos e estimular novos investimentos. ''Uma medida importante, já que o Brasil precisa de cerca de US$ 30 bilhões ao ano em investimentos. O mais lógico, porém, seria a isenção total'', disse.
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Carlos Delben Leite, a redução reflete um pleito do setor.
Para o empresário, ''a iniciativa mostra a disposição do governo de promover o desenvolvimento, ao reduzir o custo do investimento produtivo, que gera riqueza, renda e emprego e interessa ao País. A medida também contribui para atrair o investimento produtivo internacional e das empresas locais, concorrendo para a modernização e o aumento da competitividade das empresas.''

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