Paul Solman
Ray Colitt
do Financial Times
Os preços do petróleo subiram na quarta-feira ao seu nível mais alto em quase três anos, após sinais renovados de que os produtores pretendiam cumprir o acordo de corte de produção que reduziu o fluxo de petróleo cru para o mercado mundial.
Analistas e operadores disseram que o mercado do petróleo recebeu grande estímulo psicológico devido aos comentários dos ministros do Petróleo do Kuwait e Venezuela de que os cortes de produção definidos em março, durante a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), provavelmente seriam prorrogados para além de seu prazo original, março de 2000. Os comentários coincidiram com a divulgação de números sugerindo que os cortes estavam funcionando.
‘‘Não há nada de que o mercado goste mais do que receber uma mensagem positiva daqueles que acreditam de verdade no que dizem’’, disse um operador. Segundo um analista, ‘‘a Opep aprendeu nos últimos meses que pode exercer efeito dramático sobre o mercado divulgando declarações desse tipo’’.
Um relatório publicado na terça-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE), uma organização de pesquisa sediada em Paris, informa que os suprimentos de petróleo em mãos dos principais países industrializados caíram em cerca de 1,8 milhão de barris ao dia, em setembro.
O Instituto Norte-Americano do Petróleo divulgou, na tarde de terça-feira,
uma estimativa semanal registrando queda bem superior à esperada nos estoques durante a semana passada. Os preços do petróleo subiram acentuadamente este ano, devido aos cortes definidos pela Opep, excluindo-se o Irã. O nível de suprimento foi estimado em 87% das cotas impostas pela organização, seis meses depois que a limitação de produção foi instituída.

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