Corte do juro ainda não reflete na economia
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Com Agências 
Brasília- O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou que o corte de juros implementado pelo BC ainda não se refletiu totalmente na economia. Ele afirmou que os estudos mostram que a política monetária no Brasil leva de nove meses a um ano para surtir efeitos. Portanto, as reduções adotadas em 2007 e até no fim de 2006 ainda terão seus efeitos sobre o nível de atividade econômica e, conseuentemente, sobre a inflação. Segundo Meirelles, nos EUA e na Europa, a defasagem entre a política monetária e a inflação leva de um a dois anos.
Ele disse que os modelos econométricos do BC para inflação têm sido atualizados constantemente de modo a prever cada vez melhor a trajetória da inflação e ajudar na condução da política monetária.
O presidente do Banco Central destacou a importância da fiscalização do BC como ferramenta auxiliar da preservação da estabilidade econômica. Ele afirmou que a autoridade monetária tem atuado de maneira preventiva e que não há a menor suspeita de crise no sistema financeiro brasileiro.
Meirelles apontou que a fiscalização é um fenômeno em evolução e mencionou que, por exemplo, no episódio da intervenção do Banco Santos, o BC agiu preventivamente e sem aporte de recursos públicos. ''O BC fez intervenção antes de haver um problema sistêmico. Por isso, não precisou de aporte de recursos públicos'', disse.
Meirelles afirmou que o Brasil está em processo de diversificação da aplicação da parcela das reservas que excede o nível de endividamento público externo. Ele explicou que a política do BC visa fazer um hedge (proteção) da dívida externa pública e por isso a aplicação do volume equivalente à dívida externa é sempre em ativos denominados em dólar.
Ele ressaltou a importância de ser prudente na gestão das reservas, já que se tratam de recursos públicos que não podem ser arriscados. ''Os BCs que administram as reservas devem fazê-lo prudencialmente, sendo cuidados na assunção de riscos'', afirmou.
Ouvidorias - O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou a criação de um canal de comunicação entre instituições financeiras e cliente. As ouvidorias deverão estar em funcionamento a partir do dia 1º de outubro, segundo a Resolução 3.477, publicada no dia 26 de julho deste ano. De acordo com CMN, essa será uma obrigação das instituições bancárias.
Segundo o Banco Central, as ouvidorias deverão atuar também como mediadora de conflitos, quando houver, além de assegurar os direitos dos consumidores, trazendo respostas para os problemas, o que não significa que seja a solução que o cliente deseja.


