Corte de vagas pelas grandes empresas deve atingir o País
Pelo menos 60 mil empregos vão desaparecer do planeta nos próximos anos. O número tem como base anúncios feitos a partir de janeiro por corporações globais. Uma empresa norte-americana, a AT&T, lidera o ranking das job killers, mas é a Europa que vai concentrar o maior número de dispensas, que devem atingir também a América Latina e o Brasil.
A gigante norte-americana das telecomunicações deve acabar com 19,5 mil, ou 15% dos seus 130 mil empregos. Os quase 20 mil cortes previstos pela AT&T confirmam o módulo de 10 mil e seus múltiplos que se tornou comum nas atuais reestruturações das grandes corporações, afirma o consultor Gilberto Dupas, da Grano Ltda. A norte-americana Raytheon, a sueca Ericsson e o Deutsche Bank (veja quadro) devem obedecer ao módulo em seus programas de cortes.
Estudo de Dupas sobre a crise do emprego internacional mostra que o tamanho dos cortes anunciados este ano parece, no entanto, modesto na comparação com a primeira onda de ajuste das grandes corporações iniciada há dez anos. Segundo o estudo, as cinco norte-americanas recordistas de dispensas entre 1991 e 1996 reduziram 252 mil empregos somente em cortes repentinos. A líder dos cortes no período, a General Motors, maior montadora do mundo, eliminou 74 mil vagas em dezembro de 1991.
O Brasil está incluído nos planos de cortes divulgados este ano pelas corporações globais. A Whirpool, que controla 66% do grupo brasileiro Brasmotor, por exemplo, anunciou em janeiro que vai eliminar 3.200 empregos, ou 25% de seus quadros na América Latina. Em contrapartida, os cortes planejados pela Ericsson não devem atingir o Brasil.





