Corte de energia é ameaça a 'infratores'
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sexta-feira, 18 de maio de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Os consumidores residenciais dos Estados do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do País que não reduzirem em 20% o consumo de energia de suas casas a partir de 1º de junho terão o fornecimento de eletricidade cortado compulsoriamente por três dias. Se a cota de consumo fixada pelo governo for desrespeitada uma segunda vez, o corte de energia aumenta para seis dias. A medida punitiva, que consta do plano de racionamento anunciado ontem pelo governo, será válida para todas as residências dessas regiões que consumirem mais de 100 kWh por mês e será aplicada, em tese, até mesmo para os excederem em apenas 1 kWh o limite fixado.
Definimos apenas as regras gerais sobre essa questão. Mas é de justiça que seja cortado, declarou o ministro da Casa Civil e presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (CGCE), Pedro Parente, ao ser questionado sobre excessos mínimos. Ainda vamos decidir na CGCE se haverá notificação antes ao consumidor.
A redução do consumo em 20% deverá ser calculada com base nos gastos com energia elétrica de cada residência do período de maio a julho de 2000. As distribuidoras de eletricidade de cada cidade terão de enviar um carta a cada um de seus clientes até o final desse mês informando qual a cota de cada um.
As distribuidoras também serão as responsáveis pelos cortes de quem consumir acima da cota, mas o prazo para que a interrupção do fornecimento seja colocada em prática a partir do descumprimento, assim como o prazo para que a energia seja religada após os três ou seis dias de punição, serão definidos na próxima semana pela CGCE.
Só escapam dessa combinação os que consomem até 100 kWh mensais nível que os caracteriza como a camada de menor renda da população. Para essas residências não haverá uma cota de consumo. O governo vai indicar um porcentual de economia, mas se não for cumprido não haverá cortes. As tarifas também não sobem. Para estimular a economia nessa parcela da população, o governo está oferecendo um bônus de R$ 2 para cada R$ 1 que o consumidor conseguir diminuir em sua conta mensal. Nos cálculos de Parente, esses consumidores poderão reduzir pela metade suas contas de luz se diminuírem em 17% o uso de eletricidade.


