Corte de compulsório é positivo, diz Moody's
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quinta-feira, 05 de abril de 2018
Márcio Rodrigues<br>Agência Estado 
São Paulo - O corte nas alíquotas de compulsório de poupança e depósitos à vista "é um crédito positivo para os maiores bancos do Brasil, porque reduzirá os custos de financiamento, liberando R$ 25,7 bilhões no sistema financeiro", segundo análise da agência de classificação de risco Moody's.
Na quinta-feira da semana passada, o Banco Central reduziu a alíquota de compulsório de 40% para 25% no caso de depósitos à vista e de 24,5% para 20% para depósitos de poupança. A exigência de reserva para depósito à vista será a menor desde 2008. Além disso, o BACEN aumentou para de R$ 70 milhões para R$ 200 milhões o valor que cada banco pode deduzir da base do depósito à vista para o cálculo de reservas obrigatórias.
A Moody's informou que os bancos mais afetados por esta medida são Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica Federal, que juntos tinham 93% dos depósitos à vista e poupança do setor em dezembro de 2017. "As instituições financeiras de pequeno e médio porte serão menos afetadas porque recebem apenas uma modesta parcela de seu financiamento poupança e depósitos à vista", pontuou a agência.
Segundo a Moody's, embora os bancos tenham atualmente um excesso significativo de liquidez, "as reservas têm um alto custo de oportunidade". "Esses recursos estão ociosos no BC sem juros (como é o caso do compulsório sobre depósitos à vista) ou com a mesma baixa taxa de 6,5% que os bancos pagam pelos depósitos de poupança (o que equivale a aproximadamente 80% da taxa básica, a Selic)", pontuou a agência.
"Agora, os bancos poderão usar esse dinheiro para financiar empréstimos e investimentos em valores mobiliários. E a menor exigência de reservas reduzirá a necessidade de outras fontes de recursos mais caras, à medida que a demanda por crédito começar a se recuperar", continuou.


