Corte da Selic aquece economia
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terça-feira, 17 de julho de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
A expectativa de corte da taxa Selic vai contribuir para o maior aquecimento da economia. Atualmente, a taxa de juros é de 12% ao ano, mas hoje será divulgada nova decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). A projeção do mercado é de um corte de 0,5 ponto percentual. Para o economista Vanderlei Sereia, chefe do Departamento de Economia da UEL, a queda dos juros vai beneficiar todo o mercado interno, uma vez que vai cair o custo para a tomada de crédito.
''Vai contribuir para aquecer toda a economia e outros setores que não estavam indo tão bem'', afirma Sereia. Ele acrescenta que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também deverá alcançar resultados mais fortes, uma vez que já estão previstos recursos para obras de infra-estrutura. Somado a esse fator, indústrias e prestadores de serviços também poderão fazer mais investimentos, incentivados pela queda dos juros.
Para os consumidores, as vantagens seriam a queda das taxas do cheque especial e do crédito oferecido no varejo pelas financeiras independentes. ''Desta forma, os consumidores terão condições de adquirir mais bens, aquecendo a economia'', comenta Sereia. O contraponto é que as taxas recebidas pelos investidores também vão cair, fator que pode contribuir para aumento da demanda do mercado imobiliário.
Apesar da boa notícia, o economista lembra que a taxa ainda é alta e que os grandes investimentos ficam desencorajados. ''Hoje, a margem de lucro é apertada porque existe concorrência internacional e, geralmente, o retorno dos grandes investimentos é pequeno'', explica o economista. Na sua avaliação, uma taxa de 6% de juros reais estaria dentro de um ''plano aceitável''.


