Os países membros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial estimularam ontem as duas instituições a levar em conta a corrupção e o bom governo em suas decisões sobre empréstimos e apoio técnico. O virtual mandato foi emitido pelo Comitê de Desenvolvimento, que é formado por 24 ministros das Finanças representando todos membros e que orienta as políticas das duas instituições de Bretton Woods.
O comitê ressaltou ‘‘a necessidade de levar explicitamente em conta os temas de bom governo e corrupção, tanto em matéria de empréstimos como em outras decisões, quando isto afetar (os) projetos e o desempenho macroeconômico de forma significativa’’.
Em um comunicado, entregue ontem no final de suas deliberações, os ministros ordenaram ao BM e ao FMI que lhes apresentem um informe dentro de um ano sobre o andamento da implementação de suas respectivas estratégias e normas anticorrupção.
O comitê se reuniu no âmbito das assembléias anuais do FMI e do BM, sob a presidência do ministro das Finanças do Marrocos, Driss Jettou, e o primeiro tema da agenda foi como melhorar a eficiência dos governos e combater a corrupção.
ContasAs contas correntes nos bancos que não foram recadastradas e estão inativas serão transferidas para o Tesouro Nacional, para financiar investimentos, informou o presidente do Banco Central, Gustavo Franco, que participou em Hong Kong da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird). Segundo Franco, essas contas somam quase R$ 780 milhões. ‘‘Vamos usá-las para atividades de natureza creditícia’’, disse o presidente do BC.

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