Cerca de 7.500 corretores de imóveis, que correspondem a 1% aproximadamente dos corretores existentes no País, constituíram uma cooperativa para vender consórcios de imóveis. O lançamento deste novo serviço ocorreu ontem em Curitiba, com a parceria firmada entre a Cooperativa de Trabalho dos Corretores de Imóveis do Brasil - CCorreto - e a Conprof Administradora de Consórcios, com sede em São Paulo.
A parceria vai dar uma nova dimensão e certamente vai alavancar as vendas de imóveis por consórcio, acredita Consuelo Amorim, diretora-executiva do Conprof. Segundo ela, a iniciativa tem duplo objetivo. A primeira é proporcionar a mão-de-obra do corretor para assessorar a compra do consumidor contemplado com uma cota de consórcio. Atualmente os contemplados em consórcio recebem o dinheiro e não têm a assessoria de um corretor que pode agilizar a compra.
Com o envolvimento do corretor de imóveis, a assessoria do corretor poderá ser permanente, enquanto durar o plano do consórcio, explicou Consuelo. Para a diretora do Conprof, os consórcios de imóveis constituem hoje a melhor alternativa de financiamento para a classe média, diante da carência de linhas de financiamento para aquisição de imóveis.
A expectativa é que essa parceria alavanque as vendas de consórcios de forma significativa. A previsão é sejam vendidas, no mínimo, 800 novas cotas por mês. No período de janeiro a agosto dese ano, houve um crescimento de 44% nas vendas de imóveis por este sistema. Os negócios se concentram nas vendas de imóveis avaliados entre R$ 30 mil e R$ 60 mil.
A venda de imóveis através de consórcios foi liberada pelo Banco Central, há 11 anos, e agora ganha destaque no cenário nacional como o aumento do número de participantes ativos (que pagam as mensalidades), com crescimento de 20% ao ano. Atualmente são 88 mil os participantes ativos no sistema nacional de consórcios.
O principal atrativo é a ausência de taxas e juros altos cobrados nas linhas de financiamentos disponíveis. Nos consórcios, o interessado paga uma taxa de administração de 20% sobre o valor financiado, para um período de 120 meses. Enquanto um financiamento normal, o mutuário paga 12% de juros ao ano, o que corresponde a 1% de juro ao mês mais a correção pela TR (Taxa Referencial).

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