Corretor alerta para 'nova fase' do café
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quinta-feira, 11 de maio de 2000
Oswaldo Petrin Da Redação 
Enquanto o mercado cafeeiro não se define, a sugestão de operadores do mercado, para quem tem estoque, é ir liquidando aos poucos conforme o comportamento dos preços. É importante não chegar ao final do inverno - e início da nova colheita - com grande quantidade de café remanescente.
A sugestão é dos operadores Marcelo Fraga de Oliveira, Marcelo de Castro e Antônio Passarin Filho, da Corretora Bourbon, de Londrina. Com essa estratégia, certamente o produtor terá mais chances de assimilar bem os picos do mercado. A idéia é diluir o risco de queda das cotações se não tivermos nenhum acidente climático, ou, então, perder altas expressivas por conta de uma seca ou geada.
Fraga lembrou também que produtores ou comerciantes brasileiros não estão sozinhos no mercado e, além disso, temos que levar em conta que teremos boas safras daqui para frente, deixando entrever que o mercado tende a ficar ofertado.
Segundo a Corretora Bourbon, o Brasil perdeu uma boa oportunidade para vender grandes quantidades de cafés na alta. A seca forte do ano passado repercutiu no mercado e nos deu essa oportunidade, mas faltou agressividade. Países como o México e Vietnã pelo contrário, souberam ocupar bons espaços no mercado quando as cotações estavam mais altas.
O mercado cafeeiro tende a entrar em novo ciclo de baixa das cotações nos próximos anos, e os produtores devem estar prontos para enfrentar este período com duas armas: produtividade acima de 20 sacas/ha e custo baixo, entre US$ 60 e US$ 80,00.


