Arquivo FolhaRombo na contaFacilidades como o uso do cartão magnético e serviços de caixa eletrônico podem ficar caras ao correntistaEmbora o preço dos serviços bancários se venha mantendo estável nos últimos meses, o correntista tem de continuar dando atenção à cobrança dessas tarifas pelas instituições financeiras. Depois da liberação de preços ocorrida no ano passado, os bancos passaram a cobrar por serviços anteriormente isentos. Muitos deles lançaram, ainda, pacotes em que o correntista paga uma taxa fixa mensal, a qual garante a utilização de determinado número de transações.
A diretora do Centro de Estudos e Pesquisas do Procon-SP, Vera Marta Junqueira, diz que os preços das tarifas estão realmente oscilando pouco, mas nem sempre o gasto do correntista permanece estável. Isso ocorre porque serviços que antes eram gratuitos passaram a ser cobrados.
Ela cita, por exemplo, a consulta de saldo no caixa via funcionário. No Excel-Econômico e no Banco Real, o cliente paga R$ 1,00 por esse serviço.
Vários bancos foram além e passaram a cobrar também pelo depósito de cheques de terceiros que retornam ao cliente por falta de fundos. No Itaú, a taxa é de R$ 2,50; no HSBC Bamerindus, de R$ 3,50.
No caso dos pacotes, Vera diz que o cliente precisa ter uma exata idéia de seu relacionamento com o banco, para saber qual a melhor opção. Caso não faça isso, adverte a diretora do Procon, existe a possibilidade de o cliente escolher um pacote que não se adapta às suas necessidades. Segundo ela, o correntista precisa checar se utiliza de fato as tarifas incluídas no pacote, para evitar gastos desnecessários.
Além dos pacotes de serviço, outra prática adotada por vários bancos é a concessão de descontos nas tarifas para os correntistas que mais se relacionam com o banco. No BankBoston, por exemplo, o sistema chama-se Tarifa Inteligente. O diretor de Marketing e Produtos do banco, Vitor Bidetti, conta que, por causa desse esquema de incentivo, 50% de seus clientes não pagam nenhuma tarifa.

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