Ainda que os preços de boa parte das tarifas bancárias se tenham comportado bem nos três primeiros anos do Plano Real, período em que a inflação medida pelo IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acumulou variação de 142,72%, o correntista deve continuar acompanhando de perto a evolução dos custos dos serviços prestados pelo seu banco e outras instituições financeiras. Dessa forma, será possível avaliar qual é o banco que oferece mais vantagens.
Além disso, o correntista passará a ter argumentos para tentar negociar com o gerente de sua conta o pagamento de tarifas menores e, ainda, poderá exigir a prestação de serviços diferenciados e de melhor qualidade. Se não for bem-sucedido, poderá mudar-se a qualquer momento para outro banco.
Por enquanto, o acompanhamento das tarifas ainda é necessário porque os processos de fusão e de aquisição de bancos por instituições nacionais e estrangeiras já realizados não contribuíram para baixar os valores cobrados, afirma José Maurício Soares, economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese). A expectativa de redução dos custos persiste, mas apenas quando outros bancos estrangeiros e de grande porte passarem a operar no País. O aumento da concorrência no sistema financeiro é considerado por Soares o principal fator para estimular a redução das tarifas.

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