Correntista deve comparar as tarifas
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de julho de 1997
Agência Estado São Paulo 
Ainda que os preços de boa parte das tarifas bancárias se tenham comportado bem nos três primeiros anos do Plano Real, período em que a inflação medida pelo IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acumulou variação de 142,72%, o correntista deve continuar acompanhando de perto a evolução dos custos dos serviços prestados pelo seu banco e outras instituições financeiras. Dessa forma, será possível avaliar qual é o banco que oferece mais vantagens.
Além disso, o correntista passará a ter argumentos para tentar negociar com o gerente de sua conta o pagamento de tarifas menores e, ainda, poderá exigir a prestação de serviços diferenciados e de melhor qualidade. Se não for bem-sucedido, poderá mudar-se a qualquer momento para outro banco.
Por enquanto, o acompanhamento das tarifas ainda é necessário porque os processos de fusão e de aquisição de bancos por instituições nacionais e estrangeiras já realizados não contribuíram para baixar os valores cobrados, afirma José Maurício Soares, economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese). A expectativa de redução dos custos persiste, mas apenas quando outros bancos estrangeiros e de grande porte passarem a operar no País. O aumento da concorrência no sistema financeiro é considerado por Soares o principal fator para estimular a redução das tarifas.


