A Empresa de Correios e Telégrafos deve entrar até o fim do ano em um mercado promissor, mas também polêmico. A estatal pretende vender cadastros pessoais para que outras empresas possam enviar seus folhetos publicitários. A formação da base de dados, que é um projeto piloto da estatal, começou este ano e deve ser consolidada até dezembro.
Porém, o Procon adverte aos Correios que o artigo 43 do Código de Defesa do Consumidor regulamenta que nenhuma empresa pode vender cadastros sem a autorização do consumidor. Atualmente, outras duas estatais (Copel e Telepar) estão sendo questionadas pela venda de dados privados.
O gerente de Desenvolvimento de Mercado, Aroldo Crema, afirma que o banco de dados dos Correios não vai enfrentar este problema. Uma das razões é que no formulário, enviado aos consumidores, há um item pedindo a autorização. A empresa distribuiu 500 mil formulários em Curitiba. Mesmo assim, os atendentes dos Correios tiveram que acalmar usuários que não gostaram do formulário. A estatal pretende obter a resposta de 150 mil questionários. Esse número foi definido depois do resultado da estatal em três bairros, que responderam o formulário.

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