Correios pretende descontar dias parados
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Fábio Galiotto<br>Agência Estado 
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) anunciou ontem que vai descontar os dias parados dos salários dos grevistas, porque afirma que a legislação prevê a suspensão no contrato de trabalho. A direção da estatal também se propôs a pagar em outubro reajuste de 8%, retroativo a agosto, para trabalhadores que fazem parte da base dos sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru (SP), Rio Grande do Norte e Rondônia, que assinaram o Acordo Coletivo de Trabalho.
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), no entanto, rechaça a proposta e insiste em reajuste real de 15%. A entidade representa 29 sindicatos no País, entre os quais o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom-PR).
Em Londrina, o diretor na região do Sintcom-PR, Fabiano Batista Silvério, afirma que houve uma tentativa de fechar o Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) às 4h de ontem, mas uma liminar levou à reabertura dos serviços às 11h. Ele conta que os principais prejuízos para clientes paranaenses até o momento são os problemas enfrentados para cumprimento de prazos de entrega de derivados do Sedex e a paralisação do Centro de Tratamento de Correspondências Internacionais em Curitiba.
A adesão em Londrina é de 20%, mas é maior na região, segundo Silvério. Os Correios informam que a adesão é de 10% no País, segundo o controle eletrônico de presença da empresa.
Bancários
Representantes de sindicatos nacionais de trabalhadores em bancos se reúnem hoje para avaliar a greve da categoria, que começou no dia 19. Não há rodada de negociação prevista. A estimativa das federações de funcionários é de que 25 mil estejam de braços cruzados no Estado, com 1.049 agências fechadas.


