Correios poderão abrir poupança
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) poderá criar ainda este ano o banco postal para se transformar também em um captador de caderneta de poupança. A informação foi dada ontem pelo futuro presidente da empresa, Egydio Bianchi, atual secretário de serviços postais do Ministério das Comunicações, que deve assumir o cargo no dia 23.
A criação do banco postal é uma possibilidade que está em alta cotação, disse Bianchi. A idéia de criação do banco postal foi lançada pelo ex-ministro Sérgio Motta em 1997 e estava sendo analisada pelos técnicos da ECT e pelo Ministério da Fazenda. Vamos trabalhar voltados para os que não têm conta bancária, avisou o futuro presidente da ECT, que substituirá Enzo Dino Sergente Rossa. Não vamos concorrer com os bancos tradicionais, afirmou.
Segundo Bianchi, já foram concluídas as análises iniciais sobre a criação do banco postal. Agora vamos estudar a possibilidade de implantá-lo, afirmou. A proposta do Ministério das Comunicações é utilizar as 11.681 agências já existentes em todo País, além das novas 5,5 mil que devem ser criadas até 2002. Existem pelo menos 2 mil localidades no País que têm uma agência dos correios, mas não possuem agências bancárias, lembrou Bianchi.
O futuro presidente da ECT adiantou que poderá ser criada uma parceria com um banco privado ou estatal para o funcionamento do banco postal. Poderemos ter uma joint venture que unirá nossa experiência postal com as habilidades que os bancos têm, explicou.


