A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) poderá criar ainda este ano o banco postal para se transformar também em um captador de caderneta de poupança. A informação foi dada ontem pelo futuro presidente da empresa, Egydio Bianchi, atual secretário de serviços postais do Ministério das Comunicações, que deve assumir o cargo no dia 23.
‘‘A criação do banco postal é uma possibilidade que está em alta cotação’’, disse Bianchi. A idéia de criação do banco postal foi lançada pelo ex-ministro Sérgio Motta em 1997 e estava sendo analisada pelos técnicos da ECT e pelo Ministério da Fazenda. ‘‘Vamos trabalhar voltados para os que não têm conta bancária’’, avisou o futuro presidente da ECT, que substituirá Enzo Dino Sergente Rossa. ‘‘Não vamos concorrer com os bancos tradicionais’’, afirmou.
Segundo Bianchi, já foram concluídas as análises iniciais sobre a criação do banco postal. ‘‘Agora vamos estudar a possibilidade de implantá-lo’’, afirmou. A proposta do Ministério das Comunicações é utilizar as 11.681 agências já existentes em todo País, além das novas 5,5 mil que devem ser criadas até 2002. ‘‘Existem pelo menos 2 mil localidades no País que têm uma agência dos correios, mas não possuem agências bancárias’’, lembrou Bianchi.
O futuro presidente da ECT adiantou que poderá ser criada uma parceria com um banco privado ou estatal para o funcionamento do banco postal. ‘‘Poderemos ter uma joint venture que unirá nossa experiência postal com as habilidades que os bancos têm’’, explicou.

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